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O Som das Letras nasceu para partilhar a minha grande paixão pelos livros. Apesar de já se ter tornado um blog para reflexões pessoais, o fundamento da sua existência é o gosto pela literatura.
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Este video está demais!!!!
Para quem consegue perceber a pronúncia micaelense parte-se a rir com a letra :)
Ao tempo que eu já não ouvia a expressão: "Caguei-te mariano!"
Está muito muito gira e as vacas estão muito curtidas :)
Parebéns ao autor da música e da vídeo!
Açores sempre!
Tá fixe, não está?!

Olhe para o corpo como irreal,
Como uma imagem em um espelho, o reflexo da lua na água.
Contemple a mente como sem forme,
Porém brilhante e pura.
Sem um único pensamento surgindo,
Vazia, porém perceptiva; calma, porém iluminadora.
Completa como a grande vacuidade,
Contendo tudo que é maravilhoso.
Nem indo nem vindo,
Sem aparências ou características,
Incontáveis meios hábeis
Surgem a partir de uma mente.
Independente de existência material,
Que é sempre uma obstrução,
Não se apegue aos pensamentos deludidos.
Estes fazem nascer a ilusão.
Contemple atenciosamente esta mente,
Vazia, destituída de todos os objectos.
Se as emoções surgirem subitamente,
Você cairá na confusão.
Em um momento crítico, traga de volta a luz,
Iluminando poderosamente.
As nuvens se dispersam, o céu é claro,
O sol resplandece brilhantemente.
Se nada surgem dentro da mente,
Nada se manifestará fora.
Aquilo que tem características
Não é a realidade original.
Se você puder ver um pensamento assim que surgir,
Esta consciência o destruirá de uma vez,
Para qualquer estado da mente que venha,
Varra-o, derrube-o.
Tanto os estados bons quanto os ruins
Podem ser transformados pela mente.
Sagrado e profano aparecem
De acordo com os pensamentos.
Recitar mantras ou contemplar a mente
São meramente ervas para polir um espelho.
Quando a poeira é removida,
Elas também são varridas.
Grandes e extensivos poderes espirituais
Estão todos completos dentro da mente.
À terra pura ou as céus
Pode-se ser viajar à vontade.
Você não precisa procurar o real,
A mente originalmente é Buddha.
O familiar torna-se estranho,
O estranho torna-se familiar.
Dia e noite,
Tudo é maravilhoso.
Nada que encontre o confundirá.
Estes são os essenciais da mente.
(Adaptado de Sheng-yen, The poetry of enlightenment: Poems by ancient
Ch'an masters. Elmhurst: Dharma Drum Publications, 1987. Pág. 101-103.)


Ontem, 18 de Junho de 2007, fui um dia memorável para um grande grupo de amigo.
Ontem, o nosso grande amigo José Paulo Sousa - simplesmente o Jota - fez 30 anos.
Passado 7 meses após ele ter sido varrido tão cedo desta vida, eu ainda não consigo falar dele no passado. Porque ele é presente; ele é vida!
Ele é alguém que está sempre presente e que nos custou muito perder.
A ti Jota! Meu grande amigo, meu "irmão"! A falta que me fazes! A falta que nos fazes!
A vida por vezes é tão ingrata! Há tanta gente má neste mundo e foste logo tu o escolhido para partires!
Meu amigo! Sei e tenho fé que, de onde tu estás, andas a olhar por nós, a rir de nós e a disser: "Olha-me para aqueles palermas com caras de tolos ainda estão assim!"
Jota, és inesquecível!
Quem teve a sorte de se cruzar contigo nesta vida apenas tem que agradecer!
Eh coração (como tu me chamavas), tu foste uma pessoa que soube aproveitar a vida quando a teve; soubeste viver cada dia da tua vida a praticar o bem para quem te rodeava. Tenho tantas e tão boas recordações tuas e é isso que me alimenta. Tanta história para contar:as limpezas na casa paroquial com o pessoal do "antigo grupo de jovens" que, às escondidas bebíamos o vinho do padre e ficávamos até às tantas a cortar na casaca dos outros; nós armados em jovens trabalhadores no OTL, a partir as paredes do salão e a ver as revista impróprias do gajo que travava daquilo (não posso dizer o nome, senão o gajo dá-me cabo do canastro); a nossa viagem às ilhas do Grupo Central (Açores), pá foram 10 dias sempre com a mesma :) Nós saímos de São Miguel a beber e entramos na ilha com a mesma; as nossas reuniões do "novo grupo de jovens", em que eu, tu e a São éramos os "jovens" quase idosos e que dizias que íamos estar com 80 anos no grupo de jovens, com uma Carlsberg na mão e um cigarro na outra; as tardes no jardim da Universidade, com a Carla e o Allan (aquele gay!!! mas em inglês medieval); não estudares um cú e passares as cadeiras com uma pintarola do caraças; as festas de passagem de ano no José do Canto; as festas de Nossa Senhora da Luz; os carros alegóricos, com cada ideia mais espatafurdia que fazíamos a malta dos Fenais da Luz meterem o "Tico e o Teco" a funcionar de modo a tentarem descobrir o que nós queríamos transmitir: "É o Rei Herodes! Não, é o Pai Natal! Não, é Jesus Cristo" Wrong answer ... era suposto ser Zeus."; "A Idade da Pedrada", "Os Flinstones", "O Arroto" (xiiiii, esse foi mau), depois tivemos aqueles mais sérios, em que íamos disfarçados de bons meninos e boas meninas, mas debaixo das nossas saias eram só cervejas .... a 2.ª feira da festa era sempre dia de bebedeira certa; os jantares no Eduardinho, connosco armados em grandes cantores e a fazermos figuras tristes no Karaoke. Bem!!! Uma série de coisas! Uma lista interminável!
Meu grande amigo! Foi com uma dor enorme que te vi partir, mas "descansei" quando vi a tua cara, quando me despedi de ti, e vi que estavas feliz. Não quero ser egoísta e quero pensar que estás melhor assim, que já não sofres e que estás feliz! Mas custa tanto! Nem imaginas!
O mundo está mesmo louco
Pra que te levar assim?
Sem ao menos lhe dar um tempo
Terminar o que não teve fim
Não dá mais para aguentar
Aonde isso irá chegar?
Por causa de um erro de alguém
Sem um porquê
Se é que existe um porquê
Parar de me perguntar
Por que aconteceu assim
Muitos passarão por isso
Não quero pensar assim
E enquanto isso
Eu vejo aqui
Disposição para prosseguir
Com tudo o que ele sonhou
Com um porquê
Se é que existe um porquê.
Jota! "Coração"! Adoro-te! Adoramos-te!
RIP

Hoje comprei, mais uma vez, a revista Sábado e, ao folhear, deparei-me com uma entrevista deveras interessante.
Por ser tão interessante, vou transcrevê-la, na íntegra, para que possam dar uma apreciação.
A entrevista foi feita pela jornalista/colaboradora da revista Sábado - Patrícia Cascão.
A entrevista foi feita ao escritor António Costa Santos, o qual "Foi jornalista durante 30 anos e voltou-se para a escrita de guiões para cinema e televisão e de romances. Depois de Diário de Um Gajo Divorciado, lançou agora Proibido!, um livro que, diz, não é contra o regime, porque aos portugueses a proibição está na massa do sangue (...)"
No ano em que Salazar foi eleito "O Grande Português", no programa ridículo da RTP1, este lançamento vem mesmo a calhar.
Assim segue:
"Chegou à hora combinada, acompanhado da mulher, Cristina, para beber café. Ela de calças (coisa feia), e ele de cachimbo e isqueiro na mão (sujeito a uma multa de 250 escudos por não ter licença). Há 40 anos, a entrevista com António Costa Santos não seria possível porque 'o ajuntamento de mais de três pessoas' podia ser considerado crime. O seu livro Proibido! . onde ironiza sobre a 'moral castradora da ditadura' e acrescenta um capítulo sobre 'as proibições ridículas que se mantêm em vigor' - também não existiria. E como afinal uma falha de electricidade não permite tomar café, despediu-se da mulher (57 escudos de multo pelo beijo público) para dar início à conversa com a Sábado. Apesar do medo que tem deste governo socialista 'com tendências autoritárias', não houve interrupções policiais nem multas a aplicar.
A primeira pergunta obrigatória é: onde é que estava no 25 de Abril?
Tinha 16 anos e estava no último ano do liceu. Era colega do neto do Américo Tomás e dos filhos de outras figuras gradas do regime. O Pedro Nunes era um liceu de elite, cheio de proibições.
E pôs muito da sua experiência neste livro?
Sim, porque o fascismo sentia-se no dia-a-dia, nas pequenas coisas. Eu levava uma estalada de um polícia à porta do liceu das minhas irmãs, o Maria Amália, porque os rapazes não podiam 'estacionar' à porta dos liceus femininos. fui detido, ao longo da adolescência, umas 20 vezes, por tudo e por nada. Por dar um beijo na boca a uma namorada, aos 15 anos, na praia de Santa Cruz, por exemplo. Houve umas velhinhas numa esplanada que não gostaram e chamaram a Guarda Republicana.
Uma das coisas que mais o impressionou na pesquisa que fez foi o tratamento dado às mulheres. Sobretudo a questão do emprego.
Sim. O marido podia pedir ao patrão que a despedisse e a mulher só trabalhava com a autorização do marido. Acontecia bastante no operariado, os maridos machos não quererem que a mulher trabalhasse, mesmo precisando de dinheiro.
O facto de não se poder casar com professoras também tinha a ver com isso.
O marido tinha a obrigação de sustentar a família. Portanto, para uma professora se casar tinha de apresentar um atestado do emprego do futuro marido em como ele ganhava mais do que ela. Caso contrário, o governo não autorizava.
E casar com enfermeiras foi mesmo proibido até Junho de 1974.
Isso tinha a ver com a necessidade de as mulheres casadas serem recatadas e sérias. Não podiam ter profissões que as expusessem à vida nocturna. E as enfermeiras tinham de fazer turnos de noite.
A mulher não podia sair do País sem autorização do marido, nem andar sozinha à noite...
Sim. Uma mulher que fosse a uma farmácia de serviço à meia-noite podia ser incomodada por um polícia ou por um guarda-nocturno, porque à noite só as prostitutas.
E até mostrar o umbigo era proibido...
Sim, o biquíni só começou a usar-se em 72 e 73. A parte de baixo era de gola alta e o sutiã era uma coisa bastante abrangente. Havia uma praia na linha, a do Tamariz, que era muito frequentada por inglesas e lembro-me de os rapazes fazerem excursões para verem os biquínis mais pequenos. Eu também.
E se fossem de bicicleta tinham de ter licença.
Eu nunca tinha e andava a fugir à polícia. Era uma fonte de rendimento das autarquias.
Tal como as multas por sacudir o pó à janela.
Isso ainda é proibido. Havia polícias especializados à espreita das limpezas matinais e as vizinhas até se denunciavam umas às outras. Era i espírito de nos policiarmos uns aos outros. E o Estado a todos.
E o que é que o Estado queria evitar ao proibir jogar às cartas nos comboios?
O vício. É a vontade do Estado de ser nosso pai e nossa mãe.
Mais conhecida é a censura na literatura, na música e no cinema. Mas havia livros que, surpreendentemente, não eram banidos, como Diários de Che Guevara.
Lembro-me também de A Infância, de Maximo Gorky, que comprei na Feira do Livro, em 1969. Mas a censura aos livros era completamente estúpida e aleatória. Invadiram uma vez a editora Europa-América e apreenderam o ABC da Culinária. Era mais para prejudicar os editores.
Onde é que se compravam os livros proibidos?
Eu sempre tive discos e livros proibidos em casa que se arranjavam nos alfarrabistas, onde havia códigos para comprar. Eu comprava - e isso é uma coisa engraçada - na União Gráfica, em Santa Marta, que era uma livraria ligada ao Patriarcado. A PIDE e a Censura recolhiam os livros proibidos em todas as livrarias menos ali, porque não era preciso. Então eu ia lá comprar os discos do Zeca, do Sérgio Godinho, do Zé Mário Branco. Quando sabíamos que estava para sair um livro de um escritor maldito, como o Manuel Alegre, ele punha o livro à venda hoje e a PIDE ia lá amanhã, no próprio dia a edição esgotava.
Que proibições é que o irritam?
Há uma série de proibições ridículas e desnecessárias. Por exemplo, é proibido plantar árvores de fruto ou plantas para alimento nos cemitérios. Mas alguém anda a plantar couves nos cemitérios? Outra coisa que não é proibida mas toda a gente acha que é, inclusive os agentes de autoridade: conduzir descalço ou com chinelos. O capítulo do livro sobre as proibições ridículas que se mantêm em vigor serve para provar que o proibido estava muito ligado ao regime mas é exclusivo do regime.
É uma questão cultural ...
Acho que é cultural atávico no português. Ultimamente, não sei se por termos um governo que, embora socialista, considero que tem características autoritárias - impõe, pelo menos, o espírito do tem que se fazer e há agora este caso do professor que foi suspenso por ter feito uma piada sobre o curso do primeiro-ministro. Começo a ver as pessoas a comportarem-se como se fôssemos polícias uns dos outros.
O exemplo da Coca-Cola, proibida antes e depois do 25 de Abril, mostra que a proibição não tem a ver com a Esquerda e a Direita políticas.
Sim, o Partido Comunista foi contra a introdução da Coca-Cola e a favor da Pepsi, que era engarrafada numa empresa nacionalizada e, por isso, já não era a 'beberagem suja do imperialismo'. É cómico.
Ficou surpreendido quando Salazar foi agora eleito o Grande Português?
Não. Para já, não dou o menor valor àquela fantochada. E depois, apeteceu-me telefonar para lá e votar nele. Por brincadeira. Acho que há o voto militante, mas muitos daqueles votos são anarcas. Sendo anti-Salazarista de pai e mãe, porque vivi essas proibições, tenho mais medo do Sócrates e do ministro das Finanças do que de Salazar. Arranjam novos esquemas para proibir..."
Digam lá se não dá água na boca e vontade de comprar este livro?!
Son, she said, have I got a little story for you
What you thought was your daddy was nothin' but a...
While you were sittin' home alone at age thirteen
Your real daddy was dyin', sorry you didn't see him,
but I'm glad we talked...
Oh I, oh, I'm still alive
Hey, I, I, oh, I'm still alive
Hey I, oh, I'm still alive
Hey...oh...
Oh, she walks slowly, across a young man's room
She said I'm ready...for you
I can't remember anything to this very day
'Cept the look, the look...
Oh, you know where, now I can't see, I just stare...
I, I'm still alive
Hey I, but, I'm still alive
Hey I, boy, I'm still alive
Hey I, I, I, I'm still alive, yeah
Ooh yeah...yeah yeah yeah...oh...oh...
Is something wrong, she said
Well of course there is
You're still alive, she said
Oh, and do I deserve to be
Is that the question
And if so...if so...who answers...who answers...
I, oh, I'm still alive
Hey I, oh, I'm still alive
Hey I, but, I'm still alive
Yeah I, ooh, I'm still alive
Yeah yeah yeah yeah yeah yeah

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No meu aniversário colegas de trabalho ofereceram-me um livro, mais um para adicionar à minha já grandinha colecção :) O livro foi O Monge que Vendeu o seu Ferrari, de Robin S. Sharma.
Eu já tinha ouvido falar do livro, muito por alto e até por alguém que deu mais relevo à profissão do "protagonista" do que à própria mensagem que o livro quer transmitir.
Devido a esta minha primeira apresentação ao livro, comecei a minha leitura um pouco céptica, é verdade! Mas, ao longo de uma semana de leitura exaustiva e deliciosa, rendi-me aos encantos e aos ensinamentos que Sharma nos quer transmitir.
Ao longo da leitura e nas minhas horas de almoço, ia discutindo com colegas que também estavam a ler o mesmo livro, sobre o que estava a nos ensinar.
Uma delas contou-me uma história muito fascinante relacionada com a obra.
Estava ela num táxi, presa no meio dum trânsito caótico, tipicamente lisboeta, quando o taxista apenas disse: " Se esta situação tivesse acontecido à algum tempo atrás já estava a buzinar desenfreadamente. Mas, agora estou diferente, e tudo por causa de um livro - O Monge que Vendeu o Seu Ferrari."
Esta abordagem fez com que a minha colega comprasse o livro e ficasse, mais uma, rendida àquela fábula espiritual.
O taxista ainda disse que desde que começou a ler este livro, começou a ver o mundo, os outros e a sua vida de uma maneira diferente.
Acho que qualquer um que ouve isso fica com a pulga atrás da orelha e quer saber mais sobre este livro que muda a vida das pessoas.
E realmente é verdade! Eu li e basta tentar seguir os passos que Julin Mantle seguiu.
"Julian Mantle é um modelo de sucesso: um advogado de renome, duro, dinâmico e viciado no trabalho. Devido ao seu estilo de vida cheio de stress, preocupações e desequilíbrios acaba por sofrer um enfarte.
Esta crise leva-o a encarar a sua própria espiritualidade e a tomar uma decisão revolucionária: vender todos os seus bens e partir numa viagem de auto descoberta.
Em busca de respostas às grandes questões da vida, Julian descobre um modo de vida mais liberto, bem como formas de desenvolver todo o seu potencial e viver com paixão, determinação e paz."
São estas formas que vou tentar resumir aqui, para abrir o apetite a quem ainda não leu esta grande obra. Mas isso fica para a próxima :)
Enquanto isso, podem dar uma vista de olhos no site www.robinsharma.com
Sou um antigo amigo da carol o picoence perdi o co...
Olá.É verdade. Os Açores são de uma magia única. S...
É realmente fabuloso..só quem nunca esteve nas mág...
http://numadeletra.com/36007.html
ADOREI O LIVROOOOOO !